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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Indonésia não atende a apelo de Dilma sobre execuções de brasileiros

'Não houve sensibilidade', afirmou nesta sexta (16) assessor de Dilma.
Um dos brasileiros condenados por tráfico deve ser executado domingo.

Filipe MatosoDo G1, em Brasília
O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, concede entrevista coletiva sobre o brasileiro preso na Indonésia (Foto: Filipe Matoso/G1)O assessor para Assuntos Internacionais da
Presidência da República, Marco Aurélio
Garcia, concede entrevista coletiva sobre o
brasileiro preso na Indonésia
(Foto: Filipe Matoso/G1)
O presidente da Indonésia não atendeu a apelos da presidente Dilma Rousseff para poupar a vida de dous brasileiros presos no país asiático e condenado à morte por tráfico de drogas, segundo informou nesta sexta-feira (16) o assessor especial para assuntos internacionais do Brasil, Marco Aurélio Garcia.
Os dois brasileiros são Marco Archer e Rodrigo Gularte. Segundo Garcia, Dilma conversou por telefone nesta sexta com o presidente indonésio, Joko Widodo. Ainda de acordo com o assessor, a execução de Archer deve ser neste domingo (18).
"Não houve sensibilidade por parte do governo da Indonésia para o pedido de clemência do governo brasileiro. Em princípio, a execução deve se dar à meia-noite de domingo, hora de Jacarta, às 15h no horário de Brasilia", informou Garcia.
Ainda de acordo com o assessor de Dilma, o govern brasileiro fez uma série de tentativas para conversar com o presidente indonésio antes de ser finalmene atendido.
"A presidente manifestou seu desejo de conversar por telefone com o presidente da Indonésia e, particularmente, há cerca de oito dias, nós convocamos o embaixador da Indonésia no Brasil aqui no Palácio do Planalto para transmitir esse desejo da presidente Dilma. Como não havia resposta, nós convocamos o embaixador uma segunda vez para informar que para nós parecia urgente que essa conversa telefônica pudesse ocorrer. Depois de uma série de iniciativas, hoje, pela manhã, às 8h pelo horário de Brasília, a presidente pode conversar por telefone com o presidente da Indonésia", informou.
Garcia disse que Dilma lementou profundamente a decisão da Indonésia e que a postura do país asiático joga uma "sombra" nas relações entre os dois países.
“A presidente lamentou essa posição do governo indonésio e chamou atenção para o fato de que essa decisão cria, sem dúvida, sombras nas relações entre os dois países”, completou o assessor da Presidência.
Garcia concluiu a entrevista coletiva dizendo que o governo brasileiro espera que "um milagre reverta essa situação".

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